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domingo, julho 04, 2004

Euro 2004: O 3x4x3 porque agora é que vão ser... Dellas

À terceira será de vez. É isso que se espera de Portugal hoje frente à Grécia, no desafio que pode colocar os jogadores de Scolari no Olimpo. Sem Karagounis, do meio- -campo para trás a estrutura grega deve manter-se, com Dellas a conservar o seu papel de líbero. Confrontado com esta densidade defensiva, Portugal parece, pois, convidado a explorar uma táctica que até é a gosto de Scolari, o 3x4x3 que anule a liberdade de Dellas.

Para que o nº 5 seja obrigado a marcar, aceitar-se-ia a aposta, logo de início, na colocação de Figo no flanco esquerdo e de Ronaldo no corredor direito. Ronaldo tem, mais do que Figo, tendência para se assumir como segundo ponta-de-lança e jogando no flanco direito poderia estar "autorizado" a frequentar a grande área, pois a posição de flanqueador seria então preenchida por Miguel.

Comparativamente a Nuno Valente, Miguel dá a sensação de estar mais apto a jogar como extremo, logo a encarregar-se da abordagem ofensiva ao lateral-esquerdo da Grécia, Fyssas... Com o defesa grego do Benfica ocupado com Miguel, Ronaldo já estaria em condições de entrar no território de Dellas, o que significaria que a Grécia perderia a superioridade numérica no eixo da defesa, pois não é crível que um dos médios abdique da marcação à dupla Maniche/Deco para recuar.

O meio-campo português, preenchido por quatro unidades (Miguel, Deco, Maniche e Nuno Valente), sugere um índice de versatilidade elevado, capaz de projectar o sector quer como zona de envolvimento atacante (Miguel e Nuno Valente têm fôlego suficiente para fazer o "dois contra um" junto de Fyssas e Seitaridis), quer como espaço de interrupção do venenoso contra-ataque helénico (ou não fossem Maniche e Deco também jogadores de validade defensiva).


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