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quinta-feira, abril 22, 2004

RECORD.PT
FC Porto frente ao Deportivo: Maniche, o único de cabeça limpa


MANICHE (4). Sempre a todo o vapor, foi o médio mais esclarecido, mais dinâmico, mais lúcido, que mais desequilíbrios criou. Jogou tanto com o coração como com a cabeça e teve uma das melhores oportunidades de golo da partida, quando atirou à trave da baliza de Molina. Um grande jogo, de um médio que dá o que tem e o que não tem.

VÍTOR BAÍA (3). Não devia estar à espera de um jogo tão tranquilo, tão sem trabalho. O ataque do Deportivo raramente apareceu por ali, o que fez com que o guarda-redes do FC Porto quase não participasse no jogo. Apenas ao 59' foi obrigado a sair para travar uma perigosa investida da equipa galega.

PAULO FERREIRA (3). Muito preocupado com Luque, raramente se soltou para o ataque. Concentração máxima na defesa, onde secou um dos melhores jogadores do Depor. A fraca prestação ofensiva acabou por penalizar os dragões, que raramente contaram com ele para os desequilíbrios na direita do seu ataque. Fran deu mais trabalho... mas pouco.

JORGE COSTA (3). Nada a apontar em termos defensivos. Sempre superior a Pandiani, apenas na segunda parte teve algumas dificuldades para um par de contra-ataques rápidos dos espanhóis. Ainda na primeira parte teve uma subida interessante à área contrária, mas o cruzamento saiu-lhe mal.

RICARDO CARVALHO (3). Dividiu com Jorge Costa a marcação a Pandiani e fez da antecipação e rapidez as suas armas. Apenas uma vez Baía foi obrigado a ir ao chão. Na segunda metade foi mais vezes ao ataque. Um grande corte aos 68', fundamental para o empate.

NUNO VALENTE (3). O defesa mais inspirado do quarteto portista, aquele que mais ajudou o ataque, mais dinâmico e o que correu mais riscos, sempre a levar a equipa para a frente, tentando apoiar os seus avançados, muito marcados pela defesa espanhola.

COSTINHA (2). Sempre em cima de Valeron, a quem não deu um único centímetro. Uma marcação meritória, ao contrário das suas funções ofensivas. Correu poucos riscos e foi muito lento na transposição de bola, por força do que sofrido no início do jogo. Saiu lesionado.

ALENITCHEV (1). No lado direito esteve muito apagado, sem norte, sem velocidade, sem rasgos. Melhorou um pouco no lado esquerdo, muito por acção de Nuno Valente, mas sem chegar ao nível que o FC Porto exigia.

DECO (3). Com Mauro Silva sempre próximo, foram poucas as vezes que se conseguiu soltar. O experiente médio do Depor superou o luso-brasileiro em ratice. À parte um ou outro toque à mágico, pouco brilhou. Melhorou como médio direito, imprimindo maior velocidade ao jogo ofensivo. O melhor lance foi colaborar na expulsão de Jorge Andrade, levantando os braços em sinal de protesto pelo toque do colega de Selecção, que não joga na segunda mão.

CARLOS ALBERTO (3). O avançado que correu mais riscos, mas muito melhor na primeira do que na segunda parte. O único lance de golo do primeiro tempo chegou dos seus pés, quando inventou espaço dentro da área do Deportivo, fintando dois adversários e quase obrigando Naybet a cortar para dentro da baliza. No segundo tempo acusou a responsabilidade do jogo.

MCCARTHY (1). Muito amarrado, foi mais vezes menos um do que mais um. Naybet e Andrade foram sempre superiores e nem por uma vez o sul africano conseguiu aparecer. Voltou a cair imensas vezes em fora-de-jogo. Bem substituído por Mourinho.

PEDRO MENDES (3). Foi ocupar o lugar de Costinha e cumpriu. Continuou a secar as unidades do miolo contrário e tentou soltar sempre a bola sem complicar.

JANKAUSKAS (3). Que grande oportunidade de golo teve aos 82', quando saltou mais alto que toda a defesa espanhola e cabeceou a escassos centímetros das redes. Muito mais dinâmico do que McCarthy, várias vezes fez abanar a estrutura defensiva contrária. Com ele o ataque ganhou poder aéreo. Aos 78' foi empurrado por Romero quando se isolava a caminho da baliza.

MARCO FERREIRA (2). Mourinho procurava mais acutilância para o ataque. O extremo podia ter sido decisivo quando, já nos descontos, foi claramente rasteirado dentro da área por Mauro Silva.

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